Desconfinando

É quarta feira, estamos a meio da semana e hoje recebemos a notícia que os colegas que estavam em casa em layoff vão voltar já na próxima segunda. 

Sendo que estamos a trabalhar dois na empresa há três meses e que só esta semana voltaram mais duas pessoas, começo a sentir algum receio do que possa acontecer. Principalmente quando sei que um ou outro colega não se mantiveram em casa. 

Mas é tempo de desconfinar e a confiança é a mais alta das harmonias neste momento entre colegas. 

Também decidimos hoje que vamos ver a nossa família. Passados três meses, até custa a crer que vamos rever os nossos. Sim, os nossos, porque não falamos só de família. Falamos da família de coração. Dos que tomaram cafés virtuais connosco, dos que nos acompanharam sempre e acompanhamos também as vidas de uns e de outros. 

Durante estes três meses construí uma bolha em casa, que me vai ser difícil rebentar. Eramos só nós e os nossos gatos. Três para ser precisa. Neste tempo em que estive na minha bolha, não tive grandes cuidados. Além de andar sempre com o gel e com uma máscara na carteira, raramente tive um ou outro cuidado mais acentuado. Só um de nós é que ia às compras e raramente era eu. Agora, vamos começar novamente a ir os dois. 

Não sei se me custa mais voltar a estar com pessoas, em sítios abertos, ou o medo de contaminar a família, pelo mínimo descuido. 

É tempo de pensar, sentar, ver as possibilidades e só depois agir. Só assim iremos chegar a uma conclusão. Mas desconfinar é isto mesmo. É ter todos os cuidados ao sair, ao entrar e ao estar. É ter de viver nesta nossa nova realidade que pode demorar uns bons tempos até passar. 

É encarar de frente a vida, sempre com um sorriso, ou com metade de um, porque nem todos os dias são fáceis. Mas mais importantes, olhar sempre em frente, com a certeza de que todos os dias falta menos um dia para nos podermos abraçar. 

E como precisamos de abraços.....  

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