365 Dias | Opinião
Vamos lá falar sobre o filme mais falado do momento, por bons e maus motivos. Sim, estou a falar do filme 365 DNI, que saiu este mês na Netflix.
Antes de começar a ver, não me pareceu de todo o género de filme que eu fosse adorar de morte, pela produção ser polaca e pela imagem que apresenta o filme na Netflix. E lógico, a comparação com as 50 Sombras de Grey foi imediata. Estava habituada à Anastasia Steele e ao Christian Grey de tal forma, que primeiro fui ver se haviam críticas. Era cedo para aparecerem as primeiras reviews. Um ou dois dias depois, vi que o filme estava em primeiro lugar na Netflix. E decidi, finalmente, ver o filme. Sem ter uma bóia de salvamento, atirei-me de cabeça para um filme mais ou menos problemático. Vamos lá à minha opinião:
Ora bem, o filme começa sem qualquer momento de lógica ou de história. Vemos uma tentativa de negociação, vemos uma conversa entre duas personagens, que percebemos ser pai e filho e vemos uma espécie de homícidio, onde o pai morre e o filho fica gravemente ferido, mas não sabemos quem os tentou matar.
Passados cinco anos, vemos Don Massimo numa reunião, sem ter qualquer antecedente para percebermos o que se passou para ele estar ali. Noutra perspectiva, vemos a nossa personagem principal feminina, a Laura, numa reunião, mas também não consegui perceber o que se passou para terem a reunião. Ou seja, a bela da confusão, porque os planos vão passando de um para o outro sem termos tempo de perceber o que se passou com qualquer uma das personagens.
O filme não é muito mais do que isto. Cenas confusas, que nos levam a tentar perceber quais são os antecedentes dos atores, mas nada e explicado. O filme peca imenso por isso.
Isto não quer dizer que não gostei do filme. Pelo contrário. Não adorei nem é o meu filme favorito, mas não desgostei.
Adoro a personalidade da Laura, que não tem quaisquer doença, a não ser a cardíaca. Não sofre de síndrome de Estocolmo. Se sofrer de algum mal, sofre do mal de gostar de dinheiro e de andar na boa vida. Perdoem-me as feministas que andaram a dizer que ela tem medo dele, mas o olhar que vemos durante o filme é de uma mulher que sabe bem o que quer e que tem o homem na mão (atenção que começamos a ver isto a partir de meio para a frente, não vemos durante o início). É também, na minha opinião, uma boa manipuladora, com o ar de cordeiro mal morto, mas sempre a pensar no próximo passo. Esqueçam a vítima.
Quando ao Don Massimo, sem dúvida que é bruto, é mal educado e não respeita as mulheres. Gosta de as ver submissas a ele. Ponto final na conversa. É o que é. É o chefe de uma família da máfia Italiana, que está habituado a ter tudo o que quer. O que não acontece com Laura. A mulher dá-lhe com os pés, mas vai provocando. Rapta uma mulher só porque acha que ela é a mulher da vida dele. Dá-lhe medicação, mas não sabe que ela sofre de um problema cardíaco.Dá-lhe 365 dias para se apaixonar por ele. Diz que não lhe toca, mas agarra-a com força e tem atitudes machistas. É um porco! Mas é a personagem mais cativante do filme. Não pelo corpo, não pela beleza, mas pela mudança que vamos vendo. No início, era brutamontes, temos o momento em que ele pede a Laura para o ajudar a ser melhor para ela e vemos uma leve mudança durante o filme. Está habituado a manipular e não a ser manipulado. Quem é que no seu perfeito juízo entrega um telemóvel e o computador a uma pessoa que raptou?
Agora, uma outra perspectiva: Ela pode ter aceite para tentar fugir? Para ver se o ano passava rápido sem ter Massimo constantemente a fazer ameaças? Mas então porque não tentou fugir? Preferiu ficar e ligar à mãe que ia ficar um ano em Itália? Não tentaria pedir ajuda? Apaixonou-se em dois dias? Não me parece. E falando sobre o que anda na boca do mundo no Twitter:
- Síndrome de Estocolmo? Não existe.
A cena mais triste para mim, é a cena toda e repito, toda, do barco. Se Laura há uns momentos do filme provocava, mas não se deixava influenciar pelo charme de Massimo, assim que ele lhe salva a vida, entrega-se a ele de corpo e alma.... O que dizer.... Salvou a vida e ela fica em dívida com ele? e faz o pagamento com o corpo?
Foi fraca a cena. Desde quando a Laura cai do barco numa representação de queda fatela, às cenas de sexo quase explícito (em que quando vi fiquei seriamente a pensar se seriam feitas ou reais) até ao anúncio do baile de máscaras. Toda essa parte foi, na minha opinião, a parte mais fraca. Não pelas cenas em si, mas pela Laura ter entregue tudo aquilo que negou de uma hora para a outra, sem sentido nenhum.
Basicamente, a cena no barco é o climax do filme e a partir daí caminhamos para o seu final. Não há muito mais a acrescentar. Vão a um baile de máscaras, Laura é ameaçada, Massimo ordena que ela volte para a Polónia, vai passado uns dias ter com ela, voltam para Itália e ficam num género de lua de mel a preparar o casamento.
Posto isto, quem acha que é um filme romântico vai ter uma desilusão porque o filme é tudo menos isso. Na minha opinião, também não é um drama. A ser de alguma categoria é um filme erótico, com cenas de sexo quase explícitas, como já tinha referido acima.
O que leva a melhor deste filme é mesmo o saber a pouco e o público ter a curiosidade de saber mais sobre estes dois personagens. Mas preparem-se.... Vem aí o segundo filme e eu espero que seja melhor do que este.
Os livros que originaram o filme ainda não foram traduzidos para Inglês, mas espero que o façam, porque quem leu e viu o filme diz que os acontecimentos são fiéis ao livro e que a personagem de Massimo foi amenizada.
Agora é esperar para ver como são os livros e aguardar o próximo filme. Mas a menos que os livros suplantem o filme, não esperem ter uma audiência tão grande com os próximos filmes como tiveram com este.
Esta é a minha crítica. Qual é a vossa?
Antes de começar a ver, não me pareceu de todo o género de filme que eu fosse adorar de morte, pela produção ser polaca e pela imagem que apresenta o filme na Netflix. E lógico, a comparação com as 50 Sombras de Grey foi imediata. Estava habituada à Anastasia Steele e ao Christian Grey de tal forma, que primeiro fui ver se haviam críticas. Era cedo para aparecerem as primeiras reviews. Um ou dois dias depois, vi que o filme estava em primeiro lugar na Netflix. E decidi, finalmente, ver o filme. Sem ter uma bóia de salvamento, atirei-me de cabeça para um filme mais ou menos problemático. Vamos lá à minha opinião:
Ora bem, o filme começa sem qualquer momento de lógica ou de história. Vemos uma tentativa de negociação, vemos uma conversa entre duas personagens, que percebemos ser pai e filho e vemos uma espécie de homícidio, onde o pai morre e o filho fica gravemente ferido, mas não sabemos quem os tentou matar.
Passados cinco anos, vemos Don Massimo numa reunião, sem ter qualquer antecedente para percebermos o que se passou para ele estar ali. Noutra perspectiva, vemos a nossa personagem principal feminina, a Laura, numa reunião, mas também não consegui perceber o que se passou para terem a reunião. Ou seja, a bela da confusão, porque os planos vão passando de um para o outro sem termos tempo de perceber o que se passou com qualquer uma das personagens.
O filme não é muito mais do que isto. Cenas confusas, que nos levam a tentar perceber quais são os antecedentes dos atores, mas nada e explicado. O filme peca imenso por isso.
Isto não quer dizer que não gostei do filme. Pelo contrário. Não adorei nem é o meu filme favorito, mas não desgostei.
Adoro a personalidade da Laura, que não tem quaisquer doença, a não ser a cardíaca. Não sofre de síndrome de Estocolmo. Se sofrer de algum mal, sofre do mal de gostar de dinheiro e de andar na boa vida. Perdoem-me as feministas que andaram a dizer que ela tem medo dele, mas o olhar que vemos durante o filme é de uma mulher que sabe bem o que quer e que tem o homem na mão (atenção que começamos a ver isto a partir de meio para a frente, não vemos durante o início). É também, na minha opinião, uma boa manipuladora, com o ar de cordeiro mal morto, mas sempre a pensar no próximo passo. Esqueçam a vítima.
Quando ao Don Massimo, sem dúvida que é bruto, é mal educado e não respeita as mulheres. Gosta de as ver submissas a ele. Ponto final na conversa. É o que é. É o chefe de uma família da máfia Italiana, que está habituado a ter tudo o que quer. O que não acontece com Laura. A mulher dá-lhe com os pés, mas vai provocando. Rapta uma mulher só porque acha que ela é a mulher da vida dele. Dá-lhe medicação, mas não sabe que ela sofre de um problema cardíaco.Dá-lhe 365 dias para se apaixonar por ele. Diz que não lhe toca, mas agarra-a com força e tem atitudes machistas. É um porco! Mas é a personagem mais cativante do filme. Não pelo corpo, não pela beleza, mas pela mudança que vamos vendo. No início, era brutamontes, temos o momento em que ele pede a Laura para o ajudar a ser melhor para ela e vemos uma leve mudança durante o filme. Está habituado a manipular e não a ser manipulado. Quem é que no seu perfeito juízo entrega um telemóvel e o computador a uma pessoa que raptou?
Agora, uma outra perspectiva: Ela pode ter aceite para tentar fugir? Para ver se o ano passava rápido sem ter Massimo constantemente a fazer ameaças? Mas então porque não tentou fugir? Preferiu ficar e ligar à mãe que ia ficar um ano em Itália? Não tentaria pedir ajuda? Apaixonou-se em dois dias? Não me parece. E falando sobre o que anda na boca do mundo no Twitter:
- Síndrome de Estocolmo? Não existe.
A cena mais triste para mim, é a cena toda e repito, toda, do barco. Se Laura há uns momentos do filme provocava, mas não se deixava influenciar pelo charme de Massimo, assim que ele lhe salva a vida, entrega-se a ele de corpo e alma.... O que dizer.... Salvou a vida e ela fica em dívida com ele? e faz o pagamento com o corpo?
Foi fraca a cena. Desde quando a Laura cai do barco numa representação de queda fatela, às cenas de sexo quase explícito (em que quando vi fiquei seriamente a pensar se seriam feitas ou reais) até ao anúncio do baile de máscaras. Toda essa parte foi, na minha opinião, a parte mais fraca. Não pelas cenas em si, mas pela Laura ter entregue tudo aquilo que negou de uma hora para a outra, sem sentido nenhum.
Basicamente, a cena no barco é o climax do filme e a partir daí caminhamos para o seu final. Não há muito mais a acrescentar. Vão a um baile de máscaras, Laura é ameaçada, Massimo ordena que ela volte para a Polónia, vai passado uns dias ter com ela, voltam para Itália e ficam num género de lua de mel a preparar o casamento.
Posto isto, quem acha que é um filme romântico vai ter uma desilusão porque o filme é tudo menos isso. Na minha opinião, também não é um drama. A ser de alguma categoria é um filme erótico, com cenas de sexo quase explícitas, como já tinha referido acima.
O que leva a melhor deste filme é mesmo o saber a pouco e o público ter a curiosidade de saber mais sobre estes dois personagens. Mas preparem-se.... Vem aí o segundo filme e eu espero que seja melhor do que este.
Os livros que originaram o filme ainda não foram traduzidos para Inglês, mas espero que o façam, porque quem leu e viu o filme diz que os acontecimentos são fiéis ao livro e que a personagem de Massimo foi amenizada.
Agora é esperar para ver como são os livros e aguardar o próximo filme. Mas a menos que os livros suplantem o filme, não esperem ter uma audiência tão grande com os próximos filmes como tiveram com este.
Esta é a minha crítica. Qual é a vossa?
Comentários
Enviar um comentário